segunda-feira, dezembro 06, 2010

Identidade Visual X Economia

Brasão criado por Eliseo Visconti
Vamos começar definindo uma marca qualquer para desenvolvermos a partir dela a Identidade Visual, neste caso vou usar um projeto existente que conheço bem: O brasão de armas da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, ele representa a municipalidade ou seja é a logomarca do Rio.
No início do século passado, na década de trinta (especificamente), a pedido do Prefeito Adolfo Bergamini, o artista plástico Eliseo Visconti fez um estudo, um esboço do que seria adotado, posteriormente, como brasão de armas da cidade do Rio de Janeiro. Atualmente você pode vê-lo, finalizado, no Teatro Municipal (vide imagem). Continuando o processo evolutivo chegamos ao que temos hoje, suas variações na maioria das vezes atendendo aos interesses dos nossos políticos (muito chato isso!)...A implicação destas mudanças servem apenas para aumentar a despesa dos órgãos públicos, nada mais! Identidade Visual significa economia, continuidade, sustentabilidade, etc...mas vai colocar isso na cabeça de nossos governantes, para eles é apenas uma forma de divulgação e ponto, o Graphic Designer (Programador Visual) é o profissional do "desenhinho" que atende aos seus caprichos, lamentável!!...
Foyer do Teatro Municipal
Brasão 1979
Hoje a Prefeitura revitalizou o brasão de armas, seu desenho foi simplificado, atende bem as múltiplas aplicações e se aproxima muito do original, espero que continue assim, que isso torne rotina, a natureza agradece.Para vocês terem uma idéia ele (o brasão) mudou pelo menos 12 vezes (que eu me lembre) em duas décadas, já imaginou quanto material gráfico, macro impressão, pinturas, etc...foram para o ralo? É o nosso dinheiro e é aí que deveriam entrar os conceitos de "SUSTENTABILIDADE", conceitos que deveriam estar acima de qualquer interesse político, até porque saber gerir o uso deste se reporta a economia em prol do coletivo, economia que deveria ser revertida para o social. Hoje o fundamental para uma sociedade evoluida e moderna é a utilização de recursos renováveis, no Brasil estamos distantes disto mas estamos caminhando. Um exemplo clássico de recursos renováveis é a reciclagem de papel,  atualmente o papel branco ainda é mais barato que o reciclado, o que é um absurdo e é caro, mas temos que pensar nas economias indiretas tais como: uso da água, as árvores tosadas (desmatamento), nossa saúde, produtos químicos, a poluição para fabricação do papel ,etc...
Margens pré-definidas
Brasão modificado,



porém isso não nos impede de usarmos o verso dos papéis nas impressões de processos,  material para trabalhos de faculdade e de encadernações, a tecnologia está aí para isso. Um projeto de papelaria bem feito prevê o uso das margens com 25 mm na borda esquerda para furação, ora é só imprimir o verso com a margem de 25 mm na borda direita, isso é a coisa mais óbvia do mundo você deve estar pensando, mas você faz isso? Outra forma de economia é usar a impressora no modo econômico/rascunho/normal, só usar o best/melhor em casos extremos. Eu faço e sempre que posso substituo o impresso por mensagens eletrônicas. As pessoas ainda tem muita resistência ao uso de e-mails como método de correspondência, o pessoal da área jurídica então...tem muito, muito receio. Caramba, existe uma tecnologia denominada assinatura digital (certificação digital) que tem mais validade do que a própria assinatura e mesmo assim tem gente que não confia! Um dia chegaremos a conclusão que perdemos muito tempo, um dia...Neste dia a natureza vai agradecer.
Brasão 2009
Bom chega vamos adiante, este assunto me empolga mas não posso e nem devo fugir do nosso roteiro: Identidade Visual.
(continuando...)
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